Ir para o conteúdo principal

Um artigo com a tag "Brasil"

Ver todas as tags

Desertos dermatológicos e fronteiras digitais: como o Brasil está reconstruindo o caminho da dermatologia

· 16 minutos de leitura
Andy Anguilar
CEO at Legit.Health
Giuseppe Razzani
Head of Sales & Business Development
María Ribagorda
Digital Health Manager
O médico obtém um relatório detalhado sobre a possível lesão a partir de uma foto e da análise do dispositivo Legit.Health

Um médico revisando um caso na interface da Legit.Health.

Em um pequeno município do interior do Nordeste, uma médica da atenção primária suspeita de melanoma em uma paciente de 62 anos. Ela escreve um encaminhamento. O encaminhamento descreve a lesão em palavras: não há fotografia padronizada, não há medida objetiva de gravidade, não há baseline estruturado. A paciente entra na fila. A fila se move na velocidade de um continente: antes de os programas de telemedicina começarem a comprimi-la, o tempo médio de espera por uma consulta de dermatologia no SUS chegava a 294 dias. [^1]

Câncer de pele não espera 294 dias.

Esse é o déficit de acesso que define a dermatologia brasileira hoje, e é um déficit diferente do que outros países enfrentam. O Brasil é um país continental com sistema de saúde dual, e o gargalo da dermatologia não é uma fila: são duas filas paralelas, ambas sob pressão, cada uma por motivos um pouco distintos. Uma camada de inteligência artificial (IA) clinicamente validada, que cubra o espectro completo da dermatologia (câncer de pele, doença crônica e seguimento longitudinal) e esteja certificada pela ANVISA, com marcação CE e registro MHRA, é a peça que falta nas duas filas.